Agradeçam a Bruxelas
Como
disse há dias Jaime Gama no Observador (“Conversas à Quinta”), todos os actuais
partidos eurocépticos e/ou nacionais-populistas tiveram a sua montra política no
Parlamento Europeu (PE).
Com
as várias “extremas-esquerdas” que ora pululam por aí, sucedeu igual fenómeno.
Fazendo
as contas, estes dois blocos totalizam cerca de 200 deputados em 751, cerca de
27% do número de representantes no PE.
Mas foquemos
a nossa atenção na ala “direita” que inclui os mencionados eurocépticos e
nacionais-populistas.
Este
ano existem eleições na Alemanha, Holanda e França, onde se tentará navegar a onda
criada pelo “Brexit” e pela vitória da “hubris” de Trump.
Importante
é perceber o que une a FN de Marine e antes de Jean-Marie, o PVV de Wilders, o
UKIP de Farage, a AfD agora da senhora Petry, o VM belga, o FPO austríaco e a
Liga Norte italiana, no meio de tanta idiossincrasia que a academia tem
demonstrado à saciedade.
Fosse
pela inserção em sistemas eleitorais que não favoreciam a sua representação ou por
um extremismo que só se diluiria com a saída da primeira geração de líderes,
nenhuma destas forças teve experiência governativa antes de conseguir os seus
delegados europeus (a excepção que confirma a regra foi a breve coligação do
FPO com os socialistas austríacos em 1983, época em que era uma agremiação de matiz
liberal, nas vésperas de ser tomado por Jorg Haider).
O
verdadeiro “Cavalo de Tróia” ao que se classifica de “projecto europeu”, não
reside na construção burocrática de Bruxelas, no aborrecimento da constante
eurofobia inglesa, na presunção de “grandeuse” francesa ou na indecisão alemã,
menos ainda na calanzice da Europa do Sul.
Não
é raro nas famigeradas redes sociais encontrarem-se vídeos com arengas do senhor
Farage ou alfinetadas cirúrgicas da senhora Le Pen dirigidas aos civilizados
membros que englobam o “centro” político que tem arrastado esta Europa na hesitação
constante.
Enquanto
desancam e apontam o dedo a Bruxelas as criaturas são ainda subvencionadas para
tal, com notas de Euro assinadas por Mario Draghi.
A inabilidade
e incerteza dos poderes europeus face às questões Fiscais e Orçamentais, ou
sobre as políticas Externa e de Defesa tenderá a agravar-se.
Esta
Europa está cercada.
Internamente,
por lideranças frágeis e ausentes de um projecto “de facto”, num ambiente de estagnação
económica, invernia demográfica e ameaças humanitárias e securitárias.
A leste,
pela pressão russa, que apela à necessidade de tarde ou cedo encontrar resposta
às questiúnculas originadas por Moscovo, seja no plano económico e dos recursos
energéticos ou na interferência assimétrica protagonizada (com sucesso) por
Putin.
A ocidente,
pela perspectiva de uma Presidência Trump, que fará exigências num jogo de “soma
zero”, onde só se antevê (para Washington) a possibilidade dos EUA ganharem.
No resto
do planeta, por uma China que mina as capitais financeiras e os circuitos
comerciais.
Esta
Europa, além de estar cercada, é um feudo de irresolúveis questões históricas e
civilizacionais dentro de um quadro institucional fragmentado, que as
diferenças competitivas e económicas ancestrais fizeram questão de dizer
presente, face a sonhos estéreis de uniformização, sem qualquer mecanismo real
que o proporcionasse.
É
todo este lastro que une as criaturas pouco recomendáveis que se preparam para
assaltar democraticamente o poder.
A perversão
do voto levará às chancelarias aqueles que a democracia mais abomina.
Quando
esta turba estiver no poder, e é bom que nos preparemos para isso, agradeçam a
Bruxelas.
Foi
esta Europa, irresponsável, utópica e falida que os uniu.
O futuro fórum Autoritário
No Conselho
de Segurança da ONU existem 5 países com assento permanente e 10 temporários, sendo
estes insignificantes e que se comprazem em rodar geograficamente para
comprovar a sua inexistência ao mundo.
Os 5
que decidem o que se passa neste planeta são os EUA, a China, a Rússia, a
França e a Inglaterra.
Evidenciem-se
a irrelevância francesa e inglesa, o constante bloqueio russo, a defesa cínica de
um “status quo” (com agenda própria de longo prazo) chinês e a actual indecisão
em matéria de política externa norte-americana.
A
ONU, como prevista em 1942 pretendia ser uma “Liga das Nações” efectiva, que
incluísse os “vencedores” da Segunda Guerra Mundial e desenhasse uma ordem
internacional estável, assente nos valores demo-liberais que em conjunto (esquecendo
as centenas de milhares que Estaline matou entre 1934 e 1939) permitiram a
oposição vitoriosa ao nazi-fascismo.
A configuração
do Conselho de Segurança trouxe de imediato as primeiras dissensões entre os
Aliados, provocadas pelos distintos interesses nacionais e consolidação de
zonas de influência.
Esta
divisão verificou-se ao longo dos anos com o “poder de veto” que incrementou
uma verdadeira visão “ultra-realista” no que se pretendia uma instituição
liberal.
Vários
têm sido os projectos de reforma deste órgão, e como é sabido, nenhum resultado
prático.
Historicamente,
o eixo liberal e cosmopolita integrou EUA, Inglaterra e França e o lado
autoritário e “socialista” fazia-se representar pela URSS e China.
Com
a queda do Muro de Berlim, o colapso soviético e o fim da bipolaridade, uma
fragilizada Rússia tenta lamber as suas feridas geoestratégicas e com a
afirmação de Putin ingressa numa vertente nacionalista.
Com
o tempo o campo socialista (que nunca prescindiu do seu realismo estratégico) é
substituído por um campo nacionalista e autoritário.
Mearsheimer
tem razão quando menciona que as instituições internacionais têm um potencial
marginal, que mais não fazem do que reproduzir a distribuição de poder factual
do Sistema Internacional.
A
Inglaterra desapareceu do plano mundial em 1956 com a crise do Suez e a França
entre 1955 (Vietname) e 1962 (Argélia) percebeu o mesmo destino.
Ambos
os países têm arsenal nuclear, mas projecção de poder insuficiente, além de
economias incluídas num teatro europeu débil e crises sociais internas.
Se a
senhora Le Pen ganhar as eleições em França (agora ou daqui a 7 anos) e com uma
Inglaterra a necessitar de se aproximar de Trump, é plausível que a totalidade
dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas partilhem pela primeira
vez uma mesma visão.
O que
foi durante sete décadas uma ordem internacional cosmopolita e liberal, será em
breve um campo nacionalista, populista e autoritário, com estilos diferentes,
consoante o enquadramento regional e a herança histórica do respectivo
estado-nação.
Na
recente Conferência de Segurança de Munique, Lavrov e Javad Zarif, MNE´s russo e
iraniano anunciaram o alvor de uma “ordem internacional pós-ocidental”.
Não é
tanto a queda do sistema de Westefália (fenómeno regra geral mal compreendido
nas suas causas e consequências) que está em causa, mas antes o reconhecimento
que a História não caminha de forma linear e optimista, para gáudio e salvação
do Homem abstracto.
O
engenheiro Guterres que certo dia se foi embora por causa do pântano da
marquise em que vivemos, deve amaldiçoar o dia em que escolheu este período de pesadelo
global.
Nota de rodapé
O
livro do ex-presidente é um longo, profundo e dilacerante marco da sua
irrelevância e um atestado de completo desfasamento para com a realidade.
Quando
podia falar, não o fez.
Ignorou
o importante, concentrando-se na pessoa que tinha à sua frente (Sócrates) e não
no país.
Quando
devia estar em silêncio, falou. E mal.
Deu
assomos de ultraje a picuinhices e repetia ao espelho a sua destreza para com a
ciência económica.
Agora,
parece um amante enjeitado tentando justificar um divórcio repleto de agruras,
no meio de um dilúvio que foi apenas a tragédia da Pátria.
É
lamentável para qualquer pessoa, é penoso para um ex-Presidente.
Links da semana
Afeganistão
Workshop do PE sobre "Afghanistan - Challenges and
Perspectives until 2020" em Bruxelas em Novembro 2016:
Alemanha
Report da Brookings que analisa as constantes dúvidas
existenciais da diplomacia e do “poder” alemão: https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2017/02/berlins-foreign-policy-drama.pdf
China
O declínio económico chinês e as consequências globais: https://www.project-syndicate.org/onpoint/china-s-growth-odyssey-2017-02
Coreia do Norte
Relatório do Wilson Center sobre o desenvolvimento do
arsenal nuclear da Coreia do Norte e implicações politicas actuais: https://www.wilsoncenter.org/sites/default/files/preventing_north_koreas_nuclear_breakout.pdf
Europa
Javier Solana e o papel necessário da Europa no contexto
actual: https://www.project-syndicate.org/commentary/europe-defend-liberal-multilateralism-by-javier-solana-2017-02
Na LSE, a “política de estado” é compatível com o
populismo?: http://blogs.lse.ac.uk/politicsandpolicy/are-political-statecraft-and-populism-compatible/
O MNE italiano e o IAI lançam uma iniciativa sobre ““EU60:
Re-Founding Europe. The Responsibility to Propose”. Os dois primeiros estudos
sobre o tema das reformas necessárias na UE:
http://www.iai.it/sites/default/files/eu60_4.pdf (The Future of a More
Differentiated E(M)U – Necessities, Options, Choices)
http://www.iai.it/sites/default/files/eu60_3.pdf (The EU's Existential Threat: Demands
for Flexibility in an EU Based on Rules)
Brief do GMF: o que significa para a Europa o “America
First” no proteccionismo económico: http://www.gmfus.org/file/9603/download
Israel-Palestina
Aaron David Miller sobre as consequências do encontro
Trump-Nethanyau para o processo negocial Israel-Palestiniano: http://edition.cnn.com/2017/02/16/opinions/trump-israeli-palestinian-departure-miller
A ocupação israelita da Palestina condiciona a democracia
americana: http://lobelog.com/israeli-occupation-is-poisoning-americas-democracy/
Globalização
Niall Fergusson e a “rede” estrutural “global” à beira do
colapso:
Relatório do Banco Mundial sobre a incerteza que paira no comércio global e eventuais consequências: http://documents.worldbank.org/curated/en/228941487594148537/pdf/112930-REVISED-PUBLIC.pdf
Carl Bildt, Restaurar a crença na Globalização: https://www.project-syndicate.org/commentary/globalization-poverty-reduction-by-carl-bildt-2017-02
Bill Gates, Stephen Hawking e Elon Musk sobre os perigos da
“robotização/automação” na economia: https://medium.freecodecamp.com/bill-gates-and-elon-musk-just-warned-us-about-the-one-thing-politicians-are-too-scared-to-talk-8db9815fd398#.kkyeve8ob
Nazismo
Recensão na NY Review of Books sobre “Blitzed: Drugs in the Third Reich” que aborda a prevalência das drogas em todas as camadas sociais no regime Nazi: http://www.nybooks.com/articles/2017/03/09/blitzed-very-drugged-nazis/
“Populismo”
Cas Mudde, depois de Trump e do Brexit, Orban lidera uma
revolta populista na Europa: https://news.vice.com/story/trumps-victory-and-brexit-have-emboldened-hungarys-prime-minister-to-lead-a-populist-revolt-in-europe
O Humor pode ajudar a derrotar ditadores: http://philosophyandculture.berggruen.org/ideas/38
Philip Zimbardo recorda a experiência de Stanford: http://nautil.us/issue/45/power/the-man-who-played-with-absolute-power
A análise do Southern Poverty Law Center sobre o extremismo
em 2016 nos EUA: https://www.splcenter.org/fighting-hate/intelligence-report/2017/year-hate-and-extremism
Portugal
OCDE, “survey” económico 2017: http://www.oecd.org/eco/surveys/economic-survey-portugal.htm
Psicologia Política
“Hubris syndrome”, os sintomas: http://www.daedalustrust.com/about-hubris/the-14-symptoms-in-full/
Rússia
Perceber as razões de Putin face ao “Ocidente”: https://www.baks.bund.de/sites/baks010/files/working_paper_2017_07.pdf
7 teorias
sobre o “verdadeiro” Putin, de génio a assassino: https://www.theguardian.com/world/2017/feb/22/vladimir-putin-killer-genius-kleptocrat-spy-myths
Vladimir Kara-Murza na sua primeira entrevista desde que
saiu do coma: http://imrussia.org/en/news/2737-vladimir-kara-murza-%E2%80%9Ci%E2%80%99ve-always-been-and-always-will-be-with-open-russia
O MNE russo Lavrov e a possibilidade de uma ordem
internacional “pós-Ocidental”: http://www.independent.co.uk/news/world/europe/russia-post-west-world-order-lavrov-munich-security-conference-nato-trump-putin-ukraine-syria-assad-a7587006.html
As verdadeiras divisões do Kremlin: http://www.the-american-interest.com/2017/02/16/understanding-putins-men/
Terrorismo
Estudo do ISCR sobre a doutrina da guerra informativa/comunicacional
do ISIS: a propaganda é “mais importante” que a bomba atómica: http://icsr.info/wp-content/uploads/2017/02/Media-jihad_web.pdf
Relatório do RSIS (Singapura) Análise à estratégia francesa
de contra-radicalizaçao: http://www.css.ethz.ch/content/dam/ethz/special-interest/gess/cis/center-for-securities-studies/resources/docs/RSIS-The%20French%20Counter-Radicalization%20Strategy.pdf
O “modelo de negócio” do ISIS está a fracassar: https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2017/02/17/the-islamic-states-business-model-is-failing-study-says/?postshare=2631487356077513&tid=ss_tw-bottom&utm_term=.7912566430f1
Relatório do DIIS sobre o “perigo das contra-narrativas” no
combate ao terrorismo e propaganda radical islamita online: http://pure.diis.dk/ws/files/784884/DIIS_RP_2017_1.pdf
Os “terroristas” adolescentes do ISIS: https://www.ctc.usma.edu/posts/the-islamic-states-western-teenage-plotters
Pesquisa académica sobre as ameaças terroristas nos EUA (os
nºs demonstram que a extrema-direita é mais violenta e “presente” que o
terrorismo islamista): https://theconversation.com/threats-of-violent-islamist-and-far-right-extremism-what-does-the-research-say-72781
Trump
Os “problemas” históricos dos EUA com a imigração: https://www.theatlantic.com/politics/archive/2017/02/donald-trump-immigration/517119/
2 artigos (“The Atlantic” e “The Nation”)com académicos que
dissecam o conceito de “deep state” turco e analisam eventuais comparações com
situação nos EUA:
Robert Reich e o fracasso da “trumponomics”, o exemplo do
“Dreamliner” da Boeing:
Brzezinski e Wasserman no NY Times: a “necessidade” de ser
estipulada uma doutrina Trump: https://www.nytimes.com/2017/02/20/opinion/why-the-world-needs-a-trump-doctrine.html
Paul Krugman e as incorrecções das
previsões económicas de Trump:
Stephen Walt e os erros de Trump sobre o Islão: http://foreignpolicy.com/2017/02/17/five-ways-donald-trump-is-wrong-about-islam/
John Kasich e a erosão das alianças dos EUA num momento
definidor da ordem internacional: http://www.worldaffairsjournal.org/content/opinion-greatest-threat-security-wwii
No NY Times, Roger Cohen sobre a “russificação” da América: https://www.nytimes.com/2017/02/21/opinion/the-russification-of-america.html
Ezra Klein na Vox sobre a incompetencia de Trump que
alimenta o seu iliberalismo: http://www.vox.com/policy-and-politics/2017/2/22/14658062/donald-trump-illiberalism-losing
A ocupação israelita da Palestina condiciona a democracia
americana: http://lobelog.com/israeli-occupation-is-poisoning-americas-democracy/
Ex-CIA e porta-voz do NSC explica a sua demissão devido à
Presidência Trump: https://www.washingtonpost.com/opinions/i-didnt-think-id-ever-leave-the-cia-but-because-of-trump-i-quit/2017/02/20/fd7aac3e-f456-11e6-b9c9-e83fce42fb61_story.html
O que é a “América Rural”: https://theconversation.com/where-is-rural-america-and-what-does-it-look-like-72045
O que é o populismo de Trump: https://www.washingtonpost.com/opinions/trumps-populism-isnt-fascism-so-what-is-it/2017/02/16/d871df78-f20f-11e6-8d72-263470bf0401_story.html?utm_term=.761c66fe083c
Stewart
Patrick na Foreign Affairs sobre Trump e a Ordem mundial: https://www.foreignaffairs.com/articles/world/2017-02-13/trump-and-world-order
“Fahrenheit 451” adequa-se melhor aos dias de Trump do que o
“1984” de Orwell: http://www.spiked-online.com/newsite/article/fahrenheit-451-is-a-better-guide-than-1984/
Foucault, a guerra dos 30 anos e ensinamentos sobre Trump:
Edward Luce no FT, os EUA terão que escolher entre Trump e a
Constituição: https://www.ft.com/content/bc99e5d8-f526-11e6-95ee-f14e55513608
Joseph Stiglitz, sobreviver a Trump: https://www.project-syndicate.org/commentary/surviving-the-trump-era-by-joseph-e--stiglitz-2017-02
A “Personalidade Autoritária” como ameaça à democracia?: https://theconversation.com/trumps-america-and-the-rise-of-the-authoritarian-personality-72770
Trump e a ausência de qualquer politica externa, por Jon
Finner, ex-chefe de gabinete de John Kerry: http://www.politico.com/magazine/story/2017/02/trump-has-no-foreign-policy-214797
O novo NSA de Trump tomou posições em vários assuntos que demonstram como poderá vir a discordar de Trump: https://www.washingtonpost.com/news/monkey-cage/wp/2017/02/22/trumps-new-national-security-adviser-disagrees-a-lot-with-trump
Trump não é o primeiro Presidente a fazer “comícios” depois de pouco tempo: https://www.washingtonpost.com/news/monkey-cage/wp/2017/02/21/trump-isnt-campaigning-any-sooner-than-other-recent-presidents
O Conservadorismo deixou de existir nos EUA. A futura CPAC comprova-o: https://www.washingtonpost.com/opinions/at-cpac-conservatism-betrayed/2017/02/21/3c388ddc-f881-11e6-9845-576c69081518_story.html
Thomas
Friedman sobre as 5 “administrações” no interior da administração Trump: https://www.nytimes.com/2017/02/22/opinion/meet-the-5-trump-administrations.html
Videos
No Hudson
Institute, Walter Russell Mead, Eliot Cohen, Hal Brands e Charles Edel debatem
“Grand Strategy and President Trump”: https://www.youtube.com/watch?v=lHSm9DyG6SA
Relatório do Valdai sobre a “revolta global” na “ordem
global”: http://valdaiclub.com/files/13306/
Sem comentários:
Enviar um comentário