sexta-feira, 31 de março de 2017

Trump, o Centauro



Donald Trump é um homem de 70 anos, multimilionário, cosmopolita, habituado e indiferente ao crivo da cobertura mediática e ávido de protagonismo.
Nas suas palavras em entrevista à “Playboy”, em 1990:

“O show é “Trump” e está lotado em toda a parte. Divirto-me a fazê-lo e vou continuar a divertir-me, e acho que quase toda a gente gosta”.

...
 
Quando Clarice Sterling pergunta a Hannibal Lecter no "Silêncio dos Inocentes" sobre a essência do “serial killer” que ela pretende capturar, o psiquiatra responde-lhe:
“First principles, Clarice. Simplicity. Read Marcus Aurelius. Of each particular thing ask: what is it in itself? What is its nature? What does he do, this man you seek?”
Apesar da deixa se constituir como uma releitura moderna e criativa de parte do Livro VIII das “Meditações” de Marco Aurélio, o seu intuito no sentido de nos questionarmos sobre a constituição, essência e durabilidade de algo é pertinente.


Utilizamos esta estratégia para tentar perceber o actual Presidente dos EUA e o que é comummente vislumbrado como a sua incoerência e imprevisibilidade, no discurso e nas acções, levando o Senador John McCain (veterano de guerra do Vietname ofendido por Trump e candidato à Casa Branca pelos Republicanos em 2012) a dizer recentemente: “Talvez seja melhor ver o que o Presidente faz do que ele diz”.

Durante a campanha presidencial na qual confrontou Hillary Clinton e nos primeiros dias após a sua vitória, Trump foi apelidado por especialistas de Relações Internacionais, da esquerda à direita, por Realistas e Liberais, de tudo menos de “Anti-Cristo”.
Na imprensa, parangonas foram editadas destacando o seu sexismo e racismo, decretando as habituais comparações com Hitler e Mussolini, com alertas dramáticos e sonoros para a sua demagogia e fanfarronice, autoritarismo e ignorância, sem esquecer a sua adopção da pós-verdade mentirosa.

Antes da tomada de posse apostava-se, em jeito de mistério de fé, que Trump abraçaria a “normalização” do cargo.
Contudo, o discurso proferido nesse dia remeteu-nos para um acto comicieiro e estatuiu “urbi et orbi” uma presidência de contornos proteccionistas, isolacionistas e nacionalistas, avisando os incautos que “America First” e ponto final parágrafo.

Por esta altura, o mundo norte-americano e as suas periferias pareciam já ter esquecido a questão dos impostos não exibidos, as acusações de conduta sexual imprópria, os negócios estranhos do seu conglomerado empresarial, concentrando-se e apostando tudo em evidenciar o eventual conluio com a Rússia de Putin na manipulação dos resultados eleitorais de Dezembro.


Internamente, o exasperante e divertido processo de nomeações para a administração norte-americana, com figuras de segundo relevo em todos os escalões de decisão, excepção feita aos militares escolhidos (Mattis, Kelly e McMaster, depois do errático Flynn ter sido exonerado) demonstra que para Trump (e Bannon) todo o executivo é irrelevante e deve ser gerido de forma corporativa, através da “racionalidade instrumental” da modernidade como diria a Escola de Frankfurt, confirmado à saciedade com a proposta de Orçamento federal que subtrai dinheiro a todos os departamentos, excepção feita à Defesa.

Charles Krauthammer e Francis Fukuyama escreveram recentemente dois artigos em que sustentam que Trump foi “detido” pelos fabulosos (e somente metafóricos, acrescentamos) “checks and balances”, nas diferentes figuras de Tribunais, “media”, Governos Estaduais e Poder Legislativo, dando como exemplo as recentes derrotas ou agruras para a administração em torno do Obamacare, das investigações em redor da influência russa ou na pretensão de impedir a entrada de refugiados e imigrantes.

A miríade destas constelações de refregas em que Trump e os seus se envolvem faz esquecer a tal essencialidade da criatura.
Trump conseguiu fazer esquecer que existe um sistema político, passando a colocar em si o centro Derridiano de tudo, o seu início e o seu término.
O Partido Republicano é uma entidade inexistente, apesar da resistência e vitória pírrica da ala mais radical do Freedom Caucus – leia-se Tea Party – e que Trump conseguirá dilacerar nas próximas primárias dos respectivos senadores, como já fez questão de “tweetar”
O Partido Democrata já só sobrevive em função não de uma agenda própria – dividido que está em “Clintonistas” liberais e “Sandersianos” progressistas – mas em “panic mode” tentando encontrar um movimento de resistência a Trump, que diariamente se dilui, pela sucessiva “normalização” do inquilino da Casa Branca.


Existe uma tendência generalizada em considerar o inquilino da Casa Branca um multimilionário desprovido de pensamento político organizado.
Lamentavelmente temos que notificar o “óbvio ululante” que o actual Presidente, mesmo que oriundo do mundo dos negócios, tem uma coerência intelectual construída há mais de 30 anos, assente numa cosmovisão de um CEO “dealmaker”, mas onde o mais significativo – e largamente ignorado - é a análise do seu apadrinhamento “político” pelo advogado Roy Cohn, assistente do tenebroso Senador McCarthy nos anos 50.

Cohn foi uma figura “maior que a vida” – interpretada genialmente por Al Pacino em “Angels in America” – que se ufanava de ter colocado Ethel Rosenberg na cadeira eléctrica, destruído a vida de dezenas de supostos comunistas em inquéritos de tipo estalinista, além de ser um reconhecido extremista de direita, homossexual “de armário” que se orgulhava da sua homofobia, e um jurista de luxo a soldo de mafiosos ou poderosos sinistros, a quem recomendava litigação constante, com o máximo ruído nos “media” e rendição em tempo algum.


Donald Trump publica “The Art of the Deal” em 1987, dois anos depois paga 100 mil dólares por um op-ed de página inteira no insuspeito e liberal New York Times, e em 1990 fornece uma extensa entrevista à mítica revista “Playboy.

Quem ler qualquer destas peças encontra o homem Trump, o candidato Trump e o presidente Trump, com 30 anos de antecedência e numa época em que o legado de Reagan e a administração Bush pai estavam no seu esplendor, à distancia de meses do fim da Guerra Fria e da superioridade absoluta de “hiper-potência” como Védrine designou certa vez aos EUA.

Mas na sua essência, na sua “constituição”, o que é então Trump?
Ou ainda mais necessário e urgente perceber, o que poderá ser Trump, agora que é Presidente?
Arriscando-nos à nossa também contradição, Trump é (e sempre foi) um Excepcionalista Declinista e um Imperialista Isolacionista.

Trump como Excepcionalista Declinista.

O actual presidente norte-americano considera a América dos anos 40 e 50 do século passado, suburbana e rural, branca e ordeira - uma construção artificial da época de Truman e Einsenhower – como o idílio que pode ser vendido e recapturado para uma narrativa do século 21, diferente do excepcionalismo que vê o país como uma “terra prometida” e singularmente apta a cumprir certos e determinados desígnios universais.

Este excepcionalismo, não benigno porque exclusivista, encontra-se à sombra de um tecido cerzido numa América pretérita e é o elixir que o Republicano oferece como argamassa do que é classificado de forma diversa e consoante as estações de “populismo”, “nativismo”, “autoritarismo light”, “nacional-conservadorismo”.

Quanto ao declínio, já entendido por Obama - nos passos de Gilpin - devido à correcta avaliação da sobrextensão imperial de George W. Bush e do crescimento chinês, que impediriam uma continuada hegemonia unipolar, é visto por Trump somente como uma rendição em duas frentes, aos “free riders” que progrediram economicamente com a sua protecção nuclear, e aos “trapaceiros” (Japão nos anos 80, China e Alemanha actualmente) que pervertem o que ele entende como “comércio justo” e que faz perigar a capacidade de movimentação do poder norte-americano, com consequências para os seus recursos internos.

Em suma, Trump acredita numa América que “não” existe e que está cerceada no seu exercício face a um mundo que é real.
Por isso, é também um Imperialista Isolacionista.


O Imperialismo Isolacionista.
Se há coisa com que Trump não se preocupa é com o Sistema Internacional.
A sua visão passa essencialmente por ser reeleito e se possível entregar a nomeação presidencial a um dos seus filhos, até devido ao valor extremo que atribui à lealdade.
Para isso, a estratégia seguida nas eleições, com impacto “local” é fulcral.
Assumem mais relevo sondagens e eleições no Michigan, na Pennsylvania ou no Wisconsin do que aquilo que suceda em Londres, Bruxelas ou Pequim.

Nos EUA a construção das circunscrições eleitorais (“gerrymandering”) é de tal forma constrangedora, que é possível, com um grau de certeza relativo prever senadores, congressistas e governadores.

Trump ganhou as presidenciais – mesmo que esmagado no voto popular – pela táctica brilhante de conquistar o Colégio Eleitoral, auxiliado pela imaginação analítica do programador e multimilionário Robert Mercer (que teve durante anos como conselheiro Steve Bannon) e que investiu também no Brexit de Farage.

O sistema internacional preocupa Trump na medida em que lhe subtraia tempo e energias para alterar definitivamente o panorama político norte-americano.
Apesar de constantemente parametrizado em torno de uma herança Jacksoniana (como faz questão de sublinhar Walter Russell Mead e boa parte da academia), Trump é-lhe de todo indiferente, pois nunca destacou tal nos seus escritos ou discursos anteriores a esta reciclagem que Bannon intenta.


O mundo que rodeia o Presidente dos EUA tem contudo duas certezas.
Os EUA não querem saber dele, mas não cederão a ninguém o seu papel de líder ausente.
Putin, Xi e Merkel podem satisfazer-se em desenhar ordens regionais de influência, desde que todas se articulem com Trump.
Como referiram recentemente, em artigo no “Project Syndicate”, Adelman e Delatte, não está em causa a globalização, antes os modelos de integração, de um lado multilateral e internacionalista, do outro, bilateral e imperial.
Esta última terá a preferência da administração norte-americana, de forma casuística, obedecendo a critérios de “soma zero”, exibindo o seu “hard power”, sempre que necessário.


Nicolau Maquiavel escreveu:
“Deveis, portanto, saber como são os dois os géneros de combate: um com as leis, outro com a força. O primeiro é próprio do homem, e o segundo dos animais, mas porque o primeiro muitas vezes não basta, convém recorrer ao segundo: portanto, a um príncipe é necessário saber usar o animal e o homem.”

Daí a mítica figura do Centauro que quer Gramsci quer Pareto, em contextos intelectuais diferenciados, utilizaram para definir o soberano no Estado Moderno.

Trump não prescindirá do aparato imperial dos EUA de forma a reforçar e beneficiar a sua preferência isolacionista por necessidades internas, gerindo o actual estatuto hegemónico e reforçando a longo prazo a única infalível “deterrence”, a realidade das armas.

Ademais, sabe que internamente basta investir cirurgicamente em certas geografias, contentar grupos circunstanciais e encontrar de quando em vez um inimigo habitual do seu leque de preferidos para gáudio da populaça, num excepcionalismo “a la carte” que mais não fará do que contribuir para o declínio social e económico aí sim, efectivo, dos EUA.

Quando preciso, Trump estenderá o “consenso” que não deixará de ser dominação, e se tal não bastar, a “força bruta” estará ao dispor para corrigir eventuais dissensões.

Trump fez a quadratura do círculo.
E para tal, não teve que impor uma ditadura nem construir campos de concentração.
Bastou ler um florentino do século 15, mesmo que pela voz de Steve Bannon.


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Links da Semana

Bielorrússia
e a Bielorrússia entre a democracia e a “última ditadura”:  https://www.washingtonpost.com/news/democracy-post/wp/2017/03/25/why-europes-last-dictatorship-keeps-surprising-everyone

China
A estratégia chinesa para derrotar um oponente tecnologicamente superior:
Chas Freeman, Recontextualizar a China na ordem internacional: http://lobelog.com/reimagining-china-and-asia/#more-38618
Gideon Rachman na The Atlantic, Como será uma ordem internacional dominada pela China: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/03/donald-trump-china-rachman/521055/

Israel-Palestina

Rússia
A Rússia e a reconfiguração do seu poder no Médio Oriente:
Dmitri Trenin, Putin é o que a Rússia for, e vice-versa:
Entrevista da National Interest com Serguei Lavrov, Ucrânia, Síria, a eleição norte-americana e a cooperação com os EUA: http://nationalinterest.org/feature/sergey-lavrov-the-interview-19940

Terrorismo
Sobre o ataque em Westminster, como distinguir violência ideológica da raiva sociopática: https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/mar/26/distinguish-violence-driven-by-ideology-from-sociopathic-rage
Theodore Dalrymple e a sua visão da ameaça terrorista:
Antigo conselheiro de politica externa de Ytzahk Rabin sobre a forma como os Chineses encaram o Islamismo Radical: http://jcpa.org/article/chinese-approach-radical-islam/

A “dawa” antes da “jihad”, Niall Ferguson: http://www.bostonglobe.com/opinion/2017/03/27/what-comes-before-jihad/WoSLmhqXIIjvHURZsgns8H/story.html

E se o ataque de Londres não foi um acto terrorista?:


Trump

Administração
Os Republicanos que estão contra Trump leram “A arte do negócio”:
Trump quer gerir os EUA como uma empresa e encarrega o genro dessa tarefa:
O NY Times aborda a prossecução da agenda legislativa de Trump, após a sua derrota no “Trumpcare”

Defesa e Política Externa

Colin Dueck e a diplomacia de “cowboy”: http://www.claremont.org/crb/basicpage/cowboy-diplomacy/

Trump e a economia mundial em colisão: http://www.spiegel.de/international/business/trump-steers-into-global-economy-collision-course-a-1140630.html#ref=nl-international

Stephen Walt e os EUA no Afeganistão: http://foreignpolicy.com/2017/03/28/mission-accomplished-will-never-come-in-afghanistan-taliban-al-qaeda-trump/

Relatório do CSIS sobre as relações entre EUA e a Rússia:

“Trumpismo”
Pippa Norris, o apelo de Trump é na divisão cultural, não económica: http://www.vox.com/conversations/2017/3/27/15037232/trump-populist-appeal-culture-economy
Chmosky preocupado com tentações de Trump em criar uma “false flag”:

TRI/CP
Dois géneros de Globalização em confronto:

Publicação do DIIS: “New Conflict dynamics, Between Regional Autonomy and Intervention in the Middle East and North Africa”:http://pure.diis.dk/ws/files/830699/2017_DIIS_New_Conflict_Dynamics_in_the_Middle_East_and_North_Africa_web.pdf

 

sábado, 25 de março de 2017

Links da Semana



Links da Semana



Alemanha


Entrevista com o líder da inteligência alemã (Turquia, Trump, ISIS, Rússia) http://www.spiegel.de/international/germany/german-intelligence-chief-bruno-kahl-interview-a-1139602.html



China

Relatório da Comissão Economia e Segurança entre EUA e China sobre a cooperação militar Rússia-China:


Niall Ferguson e a revolução tecnológica chinesa, que ao contrário dos europeus, compete com os EUA:






Islão




Irão

Análise ao discurso de Khamenei em Mashhad, a tradicional comunicação mais importante do ano: http://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/view/khameneis-nowruz-nuances



Populismo

Paper de Pippa Norris, "Is Western Democracy Backsliding? Diagnosing the Risks.” https://research.hks.harvard.edu/publications/getFile.aspx?Id=1514

Cas Mudde e como se tem discutido de forma equivocada na “media” o Populismo: http://www.huffingtonpost.com/entry/populism-wrong-cost_us_58cfeb03e4b0be71dcf63e6c




Rússia

O Chefe do Estado-Maior Russo, Valery Guerasimov, publicou um artigo sobre a natureza da guerra moderna, mas ao contrário do que escrevia em 2013 promovendo o “hybrid warfare”, destaca agora o reforço dos instrumentos militares convencionais: https://russiamil.wordpress.com/2017/03/17/new-gerasimov-article-on-nature-of-warfare/

Atlantic Council, por uma estratégia de “Constrainment” para com a Rússia: http://www.atlanticcouncil.org/images/publications/AC_Russia_StrategyConstrainment-ELECT-0313.pdf



Mark Galeotti analisou o actual exagero que fala do decréscimo de investimento no orçamento de Defesa russo: http://www.ecfr.eu/article/commentary_the_truth_about_russias_defence_budget_7255


A relação de Realpolitik entre Russos e Israelitas: http://nationalinterest.org/feature/the-russia-israel-relationship-perfect-realpolitik-19881




Terrorismo


Relatório do EPC /EFD/CEP analisa os riscos da radicalização jihadista na Euopa: http://www.epc.eu/documents/uploads/pub_7510_thechallengeofjihadistradicalisation.pdf



Trump



Administração




Defesa e Política Externa

Dov Zakheim na National Interest: Será Trump um Realista?: http://nationalinterest.org/feature/donald-trump-realist-19810

Madeleine Albright e Stephen Hadley sobre o papel da América no Mundo: http://docs.house.gov/meetings/AS/AS00/20170321/105707/HHRG-115-AS00-Wstate-AlbrightM-20170321.pdf

2 académicos sobre os EUA necessitarem da Europa:





“Trumpismo”


Os líderes estrangeiros, tal como Merkel, lêem a entrevista de Trump à Playboy em 1990: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/03/trump-playboy-merkel/520014/


 Dois ex-membros da administração Obama (um embaixador e académico, e um integrante do NSC) sobre Bannon e a sua “crença” no desmantelamento do Deep State: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/steve-bannon-deep-state-214935




A The Atlantic traça o perfil de Michael Anton, outro polémico conselheiro de Trump:




Turquia

O Bipartisan Policy Center faz uma análise à situação política Turca: https://cdn.bipartisanpolicy.org/wp-content/uploads/2017/03/BPC-National-Security-Turkish-State.pdf



União Europeia

Por uma política europeia comum para os refugiados: http://bruegel.org/wp-content/uploads/2017/03/PC-08-2017.pdf




TRI/CP


Foi Fukuyama profético em relação a Trump no seu ‘The End of History’? https://aeon.co/essays/was-francis-fukuyama-the-first-man-to-see-trump-coming

Amy Studdart, Fellow do GMF e como a Tecnologia desafia ou ameaça a ordem internacional: https://medium.com/out-of-order/why-technology-is-unravelling-the-global-order-9a7463db62bb#.h83f14biv

A Política externa das Pequenas potências à sombra das Grandes potencias (EUA e China) na Ásia do Sul: http://www.eai.or.kr/data/bbs/eng_report/201703229551767.pdf

Lipset e a fragilidade da democracia:




sábado, 18 de março de 2017

Links da Semana



Links da Semana

China
Relatório da RAND sobre a evolução da “dissuasão” nuclear Chinesa e implicações para os EUA: http://www.rand.org/content/dam/rand/pubs/research_reports/RR1600/RR1628/RAND_RR1628.pdf
Relatório do SIPRI sobre o relacionamento China-Coreia Norte e oportunidades para o envolvimento da Europa: https://www.sipri.org/sites/default/files/China%27s-engagement-North-Korea.pdf

Coreia Norte
Relatório do USKI sobre a Insurgência possível num cenário de pós-regime na Coreia Norte, em perspectiva comparada: http://38north.org/wp-content/uploads/2017/03/NKIP-Long-031617.pdf

Islão
Tariq Ramadan: “os muçulmanos necessitam de reformar as suas mentalidades”: https://www.theguardian.com/world/2017/feb/28/tariq-ramadan-muslims-need-to-reform-their-minds

NATO

ONU

Populismo

Jonathan Freeland no Guardian relembra a década de 30 (pobreza, extremismo e guerra) e as lições a extrair da mesma: https://www.theguardian.com/society/2017/mar/11/1930s-humanity-darkest-bloodiest-hour-paying-attention-second-world-war

Geert Wilders visto pelo The New Statesman: http://www.newstatesman.com/world/2017/03/geert-wilders-far-right-dutch-election-netherlands-white-riot

Zack Beauchamp no Vox sobre a resposta da esquerda social-democrata ao populismo: http://www.vox.com/world/2017/3/13/14698812/bernie-trump-corbyn-left-wing-populism
Ivan Krastev e o pensamento conspirativo actual: https://www.nytimes.com/2017/03/16/opinion/the-rise-of-the-paranoid-citizen.html

 

Rússia
Uma agenda Russa para o futuro, Ivan Timofeev: http://russiancouncil.ru/en/inner/?id_4=8806#top-content

Uma breve história das interferências russas em actos eleitorais: https://theconversation.com/russian-interventions-in-other-peoples-elections-a-brief-history-74406


Trump

Administração
Crítica ao Orçamento de Trump:
O NY Times, analisa ponto por ponto, a proposta de Orçamento de Trump: https://www.nytimes.com/interactive/2017/03/15/us/politics/trump-budget-proposal.html

Defesa e Política Externa
Robert Jervis: Tillerson é o mais fraco Secretário de Estado de sempre: https://foreignpolicy.com/2017/03/10/rex-tillerson-might-be-the-weakest-secretary-of-state-ever

Respostas a Trump

Como os académicos podem protagonizar uma resposta na questão do Médio Oriente face aos desafios e ambiente da administração Trump:

Peritos da administração Obama analisam políticas desencadeadas por Trump e pelo Congresso Republicano: http://democracyjournal.org/category/briefing-book/

Geoffrey Kabaservice e a radicalização dos Democratas: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/democrats-resistance-extremists-tea-party-democracy-214906

O Senador Chris Murphy e a necessidade de uma proposta de “foreign policy” progressista dos Democratas: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/03/chris-murphy-donald-trump-progressive-foreign-policy/518820/

“Trumpismo”

O fim do Idealismo, 100 anos depois: https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2017/03/16/what-wilson-began-100-years-ago-this-month-trump-is-ending

As “fake news” que assolavam o sul dos EUA em 1942: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/lessons-from-the-fake-news-pandemic-of-1942-214898

O estilo “Ditador chic” de Trump e em outros líderes autoritários: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/trump-style-dictator-autocrats-design-214877

Trump é mais normal do que se julga: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/donald-trump-is-more-normal-than-you-think-214908

Robert Mercer, o multimilionário recluso que está atrás da Presidência Trump e do populismo conservador: http://www.newyorker.com/magazine/2017/03/27/the-reclusive-hedge-fund-tycoon-behind-the-trump-presidency

Trump/China

Trump/União Europeia
Relatório do PE sobre a eleição de Trump e o impacto para a UE:

União Europeia
Dani Rodrik nos 60 anos da fundação europeia, as suas crises existenciais e o futuro:
Documento de análise do ECFR, A futura EU, ou como “dobrar sem partir”: http://www.ecfr.eu/page/-/ECFR206_THE_FUTURE_SHAPE_OF_EUROPE_-_HOW_THE_EU_CAN_BEND_AND_NOT_BREAK.pdf

TRI/CP

(video) Timothy Snyder sobre o seu livro: “On Tyranny: Twenty Lessons From The 20th Century”: https://www.youtube.com/watch?v=19IhRaWZUl4

Chas Freeman, académico e antigo Embaixador e membro das Administrações Bush e Clinton, Reimaginar as RI (parte I): http://lobelog.com/reimagining-international-relations/#more-38441

Artigo na LSE, sobre o Google Scholar como alternativa credível à Web of Science: http://blogs.lse.ac.uk/impactofsocialsciences/2017/03/16/google-scholar-is-a-serious-alternative-to-web-of-science/

Adam Gopnik na The New Yorker revê três livros e questiona se o “liberalismo” está do lado errado da História: http://www.newyorker.com/magazine/2017/03/20/are-liberals-on-the-wrong-side-of-history
Nos próximos 30 anos, 66% da população mundial viverá em cidades, a Brookings analisa através de um relatório essas implicações: https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2017/03/fp_201703_securing_global_cities.pdf




sábado, 11 de março de 2017

Links da Semana



Links da Semana

Alemanha

China
Académica chinesa: a Globalização favorece os nacionalistas chineses: http://www.sixthtone.com/news/clash-chinese-and-western-nationalism

Coreia do Norte
A Coreia do Norte prepara-se para uma (e não se defende de) Guerra nuclear: http://foreignpolicy.com/2017/03/09/north-korea-is-practicing-for-nuclear-war

França
Sudhir Hazareesingh, o apogeu e queda do pensamento moderno francês: http://www.spiked-online.com/spiked-review/article/the-french-mind/19507

G20
Amrita Narlikar do GIGA questiona se o G20 conseguirá salvar (e reformar) a Globalização: https://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/gf_global_1701_en.pdf

Israel-Palestina
Amos Oz critica Trump e a sua visão sobre o Médio Oriente e em particular a relação Israel-Palestina: http://www.spiegel.de/international/world/amos-oz-believes-trump-doesn-t-have-a-idea-of-mideast-policy-a-1136648.html

ONG

A “Invisible Children” continua a sua campanha contra Kony, 5 anos depois: http://foreignpolicy.com/2017/03/02/kony-2017-from-guerilla-marketing-to-guerilla-warfare-invisible-children-africa

Populismo
Richard Evans revê uma nova biografia de Hitler e alerta para as várias maneiras de “destruir” a democracia: https://www.thenation.com/article/the-ways-to-destroy-democracy/
O que causa o descontentamento holandês: https://www.ft.com/content/c0887142-ff5c-11e6-96f8-3700c5664d30
Bernard Henri-Levy sobre o “pesadelo” Marine Le Pen: http://www.vanityfair.com/news/2017/03/marine-le-pen-frances-trumpian-nightmare
Uma historiadora analisa os “novos” autoritarismos: “The new authoritarian does not pretend to make you better, only to make you feel better about not wanting to change”:
Cas Mudde e as eleições holandeses sob o espectro de Geert Wilders (e no que difere de Trump e Marine Le Pen): https://news.vice.com/story/part-trump-part-marine-le-pen-geert-wilders-could-disrupt-the-dutch-election
Cas Mudde sobre as várias lideranças populistas: http://observador.pt/especiais/entrevista-cas-mudde/
Como os líderes autoritários justificam a repressão, estudo de caso sobre Egipto e Uzbequistão: https://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/wp299_edel-josua.pdf

Reino Unido

Rússia
Moscovo e o apoio ao Movimento de Beppe Grillo (entre outros nacionalistas/populistas): https://euobserver.com/foreign/137136

Suécia

Os suecos retomam o SMO: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/03/sweden-conscription/518571/


Terrorismo
Relatório do DIIS sobre a desunião da Jihad Global, entre al-Qaeda e o ISIS: https://connections-qj.org/system/files/journals/connections/qj_16.1_winter_2017.pdf
Amarnath Amarasingam, O que pensam os “jihadistas” de Trump: http://www.politico.com/magazine/story/2017/03/what-isis-fighters-think-of-trump-214843

Trump

Administração
VOICE (Victims of Immigration Crime Engagement), o departamento que Trump criou e as suas implicações históricas: http://www.salon.com/2017/03/02/trumps-office-of-immigrant-crime-has-sinister-implications-and-dark-echoes-of-history
Lord Ashcroft e as razões que para se ver na administração Trump uma estratégia coerente: http://lordashcroftpolls.com/2017/03/eight-keys-understanding-trump-administration
Paul Krugman e a nova proposta Republicana que visa substituir o Obamacare: https://www.nytimes.com/2017/03/10/opinion/a-bill-so-bad-its-awesome.html

Defesa e Política Externa
Stephen Walt e o “intelectual” de Política Externa (Michael Anton) da administração Trump: http://foreignpolicy.com/2017/03/06/how-not-to-fix-the-liberal-world-order/

Report de recomendações estratégicas do Washington Institute for Near East Policy para a adminsitração Trump face ao Irão: http://www.washingtoninstitute.org/uploads/Documents/pubs/Transition2017-IRAN.pdf

Uri Friedman e as 2 forças que polarizam o discurso dos EUA em política externa: Rússia e o “Radical Islamic Terrorism”: https://www.theatlantic.com/international/archive/2017/03/trump-islam-authoritarianism/516627/
Zakaria e as implicações estratégicas da ciberespionagem:
 Testemunhos dos Generais Votel (US Central Command) e Waldhauser (US Africa Command) no Comité das Forças Armadas do Senado:

Respostas a Trump

Bernie Sanders, o que fazer quando o Presidente dos EUA é um mentiroso: https://medium.com/senator-bernie-sanders/what-should-we-do-if-the-president-is-a-liar-2e2a27953e8f#.2rj8dm7fv

Bernie Senders em entrevista ao “The Guardian”, sobre Trump e a “resistência”:


“Trumpismo”
Niall Ferguson e as comparações entre Trump e Nixon e a agenda desta administração: http://www.bostonglobe.com/opinion/2017/03/06/the-hill-swamp-and-precursors-trump/nf7swc7OYFqzMv4JKu7lFJ/story.html
Trump foi um candidato adepto da “teoria da conspiração”. Agora é um presidente adepto da “teoria da conspiração”: https://www.washingtonpost.com/news/the-fix/wp/2017/03/04/donald-trump-was-a-conspiracy-theory-candidate-now-hes-on-the-verge-of-being-a-conspiracy-theory-president
Um dos resultados da estratégia anti-terrorismo foi a vitória de Trump, por 2 ex-membros da administração Obama: https://www.nytimes.com/2017/03/04/opinion/sunday/how-our-strategy-against-terrorism-gave-us-trump.html

Trump/Rússia
Strobe Talbott e Jessica Brandt e as mudanças aparentes do discurso e acções de Trump face à Rússia de Putin:
Porque a administração Trump esconde as conversas com os russos: http://www.newyorker.com/news/ryan-lizza/why-hide-talks-with-sergey-kislyak

Trump/União Europeia
Walter Russell Mead, A verdadeira ameaça comercial aos EUA não é a Chinesa, mas sim a alemã: http://www.the-american-interest.com/2017/03/06/the-real-trade-challenge-is-germany-not-china/
Transatlantic Economy 2017 Annual Survey (integração económica EUA-Europa): http://transatlanticrelations.org/wp-content/uploads/2017/03/170223_FULL-BOOK-2.pdf

Ucrânia
Na Paris Review uma académica africana visita Kiev: https://www.theparisreview.org/blog/2017/02/28/letter-from-kiev/

União Europeia
IAI: “Integração diferenciada na EU”. A necessária legitimidade das geometrias variáveis: http://www.iai.it/sites/default/files/eu60_7.pdf
IAI e CEPS: “Diferenciação na Politica Externa e de Segurança Comum”. Flexibilidade na prossecução de interesses divergentes para uma mais eficiente PESC
O nacionalismo que grassa na Europa Central e o seu desprezo pela UE: http://www.reuters.com/article/us-central-europe-commentary-idUSKBN16H07S
A tensão que (novamente) se vive nos Balcãs é prioridade para a UE: http://www.euractiv.com/section/global-europe/news/eu-leaders-concerned-over-return-of-balkan-demons/
Relatório do Valdai sobre o Euro e seu impacto nas diferentes economias europeias: http://valdaiclub.com/files/13571/
Mogherini informa os MNE europeus sobre as diferentes ameaças nos Balcãs (Montenegro, Macedonia, Serbia, Albania, Kosovo e Bosnia Herzegovina): http://www.euractiv.com/section/enlargement/news/mogherini-to-debrief-eu-leaders-on-external-threats-to-western-balkans/
Declaração conjunta dos MNE Francês e Alemão sobre o futuro da União Europeia: http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/sobre-o-futuro-da-uniao-europeia-5701372.html
Os 4 Grandes da Europa (ALE, FR, IT, ES) defendem uma “Europa” a várias velocidades: https://euobserver.com/news/137134
Assesment da Europol 2017: “A criminalidade na era da tecnologia”

TRI
Relatório da Brookings sobre as ligações (e diferenças) e as respectivas estratégias nacionais dos EUA, China, Paquistão e Índia: https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2017/03/acnpi_201703_strategic_chain.pdf
Richard Haass, a soberania, a nova Ordem Mundial e recomendações a Trump: http://www.ozy.com/pov/is-it-time-for-world-order-20/75851
Joseph Nye, Deterrence and Dissuasion in Cyberspace, International Security, Vol. 41, No. 3 (Winter 2016/17), pp. 44–71: